Durante anos, fomos ensinados a acreditar que emagrecer passa, inevitavelmente, por fazer uma dieta. Este conceito centra-se em regras rígidas, listas de “pode” e “não pode” e objetivos focados apenas no corpo.
O problema é que, muitas vezes, essas dietas até podem emagrecer, mas acabam por engordar o verdadeiro problema.
🚫 A conotação da palavra “dieta”
A palavra “dieta” está quase sempre associada à restrição: abdicar de certos alimentos na rotina alimentar, aguentar até determinado dia ou sofrer um bocadinho agora para “compensar” depois. Mas tudo o que é temporário raramente é sustentável. Quando a dieta termina, regressam os hábitos antigos e vêm muitas vezes acompanhados de culpa, frustração e sensação de falha.
⚖️ A relação negativa com a comida
As dietas muito restritivas tendem a criar uma relação pouco saudável com a comida. Os alimentos começam a ser classificados como “bons” ou “maus” e comer deixa de ser um ato natural para passar a ser um momento de ansiedade e controlo. Além disso, excluir alimentos pode comprometer o equilíbrio nutricional e aumentar ainda mais o desejo por aquilo que é proibido.
🤍 O impacto emocional e social
A alimentação não é apenas nutrição, é também convívio, cultura, prazer e partilha. Quando atingir o “corpo ideal” implica abdicar da vida social, do prazer e da espontaneidade, a pergunta que se impõe é: vale mesmo a pena?
🌀 Quando o foco é só o corpo
Mesmo quando o objetivo físico é alcançado, muitas pessoas continuam insatisfeitas. Porque o problema nunca foi apenas o peso, mas sim a relação com a comida, com o corpo e consigo próprias. Esta frustração pode levar a episódios de procura de conforto na comida e, inevitavelmente, ao regresso do peso perdido. Isto vai gerar um ciclo vicioso!
Então, qual é a alternativa?
A solução não passa por mais uma dieta, mas por uma mudança de mentalidade. Encarares a alimentação como forma de nutrir o teu corpo, mas também a tua vida.💜
💡 Se uma “dieta” te afasta da comida, do convívio e de ti própria, talvez não seja a solução.